Um koan é uma narrativa, diálogo, questão ou afirmação no budismo zen que contém aspectos que são inacessíveis à razão. Desta forma, o koan tem como objectivo propiciar a iluminação espiritual do praticante de Budismo Zen. Leia aqui uma selecção de Koans Zen.

1.

Um homem, viajando em um campo, encontrou um tigre. Ele correu, com o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos, e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha. Mas, ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos a sua raiz. Neste momento, seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu. — Que delícia! — ele disse.

2.

Quando um jovem estudante Zen, visitou um mestre após outro. Ele então foi até Dokuon de Shokoku. Desejando mostrar o quanto já sabia, ele disse, vaidoso: “A mente, Buddha, e os seres sencientes, além de tudo, não existem. A verdadeira natureza dos fenómenos é vazia. Não há realização, nenhuma delusão, nenhum sábio, nenhuma mediocridade. Não há o Dar e tampouco nada a receber!”
Dokuon, que estava fumando pacientemente, nada disse. Subitamente ele acertou Yamaoka na cabeça com seu longo cachimbo de bambu. Isto fez o jovem ficar muito irritado, gritando insultos.
“Se nada existe,” perguntou, calmo, Dokuon, “de onde veio toda esta sua raiva?”

3.

Um homem muito rico pediu a Sengai para escrever algo pela continuidade da prosperidade de sua família, de modo que esta pudesse manter sua fortuna de geração a geração.
Sengai pegou uma longa folha de papel de arroz e escreveu: “Pai morre, filho morre, neto morre.”
O homem rico ficou indignado e ofendido. “Eu lhe pedi para escrever algo pela felicidade de minha família! Porque fizeste uma brincadeira destas?!?”
“Não pretendi fazer brincadeiras,” explicou Sengai tranquilamente. “Se antes da sua morte seu filho morrer, isto iria magoá-lo imensamente. Se seu neto se fosse antes de seu filho, tanto você quanto ele ficariam arrasados. Mas se sua família, de geração a geração, morrer na ordem que eu escrevi, isso seria o mais natural curso da Vida. Eu chamo a isso a Verdadeira Riqueza.”

4.

Durante as guerras civis no Japão feudal, um exército invasor poderia facilmente dizimar uma cidade e tomar controle. Numa vila, todos fugiram apavorados ao saberem que um general famoso por sua fúria e crueldade estava se aproximando — todos exceto um mestre Zen, que vivia afastado.
Quando chegou à vila, seus batedores disseram que ninguém mais estava lá, além do monge.
O general foi então ao templo, curioso em saber quem era tal homem. Quando ele lá chegou, o monge não o recebeu com a normal submissão e terror com que ele estava acostumado a ser tratado por todos; isso levou o general à fúria.
“Seu tolo!!” ele gritou enquanto desembainhava a espada, “não percebe que você está diante de um homem que pode trucidá-lo num piscar de olhos?!?”
Mas o mestre permaneceu completamente tranquilo.
“E você percebe,” o mestre replicou calmamente, “que você está diante de um homem que pode ser trucidado num piscar de olhos?”

5.

Uma noite quando Shichiri Kojun estava recitando sutras um ladrão com uma espada entrou em seu zendo, exigindo seu dinheiro ou a sua vida.
Shichiri disse-lhe:
“Não me perturbe. Você pode encontrar o dinheiro naquela gaveta.” E retomou sua recitação. Um pouco depois ele parou de novo e disse ao ladrão:
“Não pegue tudo. Eu preciso de alguma soma para pagar os impostos amanhã.”
O intruso pegou a maior parte do dinheiro e principiou a sair.
“Agradeça à pessoa quando você recebe um presente,” Shichiri acrescentou.
O homem lhe agradeceu, meio confuso, e fugiu.
Poucos dias depois o indivíduo foi preso e confessou, entre outras coisas, a ofensa contra Shichiri.
Quando Shichiri foi chamado como testemunha ele disse:
“Este homem não é ladrão, ao menos tanto quanto me diz respeito. Eu lhe dei o dinheiro e ele inclusive me agradeceu por isso.”
Após o homem ter cumprido sua pena, ele foi a Shichiri e tornou-se um de seus discípulos.

6.

Certa vez existiu um grande guerreiro. Ainda que muito velho, ele ainda era capaz de derrotar qualquer desafiante. Sua reputação estendeu-se longe e amplamente através do país e muitos estudantes reuniam-se para estudar sob sua orientação.
Um dia um infame jovem guerreiro chegou à vila. Ele estava determinado a ser o primeiro homem a derrotar o grande mestre. Junto à sua força, ele possuía uma habilidade fantástica em perceber e explorar qualquer fraqueza em seu oponente, ofendendo-o até que a este perdesse a concentração. Ele esperaria então que seu oponente fizesse o primeiro movimento, e assim revelando sua fraqueza, e então atacaria com uma força impiedosa e velocidade de um raio. Ninguém jamais havia resistido em um duelo contra ele além do primeiro movimento.
Contra todas as advertências de seus preocupados estudantes, o velho mestre alegremente aceitou o desafio do jovem guerreiro. Quando os dois se posicionaram para a luta, o jovem guerreiro começou a lançar insultos ao velho mestre. Ele jogava terra e cuspia em sua face.
Por horas ele verbalmente ofendeu o mestre com todo o tipo de insulto e maldição conhecidos pela humanidade. Mas o velho guerreiro meramente ficou parado ali, calmamente. Finalmente, o jovem guerreiro finalmente ficou exausto. Percebendo que tinha sido derrotado, ele fugiu vergonhosamente.
Um tanto desapontados por não terem visto seu mestre lutar contra o insolente, os estudantes aproximaram-se e lhe perguntaram: “Como o senhor pôde suportar tantos insultos e indignidades? Como conseguiu derrotá-lo sem ao menos se mover?”
“Se alguém vem para lhe dar um presente e você não o aceita,” o mestre replicou, “para quem retorna este presente?”

7.

Roshi Kapleau (um mestre Zen moderno) concordou em falar a um grupo de psicanalistas sobre Zen. Após ser apresentado ao grupo pelo diretor do instituto analítico, o Roshi quietamente sentou-se sobre uma almofada colocada sobre o chão. Um estudante entrou, prostrou-se diante do mestre, e então sentou-se em outra almofada próxima, olhando seu professor.
“O que é Zen?” o estudante perguntou. O Roshi pegou uma banana, descascou-a, e começou a comê-la.
“Isso é tudo? O senhor não pode me dizer nada mais?” o estudante disse.
“Aproxime-se, por favor.” O mestre replicou. O estudante moveu-se mais para perto e Roshi balançou o que restava da banana em frente ao rosto do outro. O estudante fez uma reverência e partiu.
Um segundo estudante levantou-se e dirigiu-se à audiência:
“Vocês todos entenderam?” Quando não houve resposta, o estudante adicionou:
“Vocês acabaram de testemunhar uma completa demonstração do Zen. Alguma questão?”
Após um longo silêncio constrangido, alguém falou.
“Roshi, eu não estou satisfeito com sua demonstração. O senhor nos mostrou algo que eu não tenho certeza de ter compreendido. DEVE existir uma maneira de nos DIZER o que é o Zen!”
“Se você insiste em usar mais palavras,” o Roshi replicou, “então Zen é ‘um elefante copulando com uma pulga…’”.

8.

Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
“Você fez uma longa viagem para me visitar,” ele disse ao gatuno, “e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente.”
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.
Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
“Pobre coitado,” ele murmurou. “Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua.”

9.

Certa vez Bodhidharma foi levado à presença do Imperador Wu, um devoto benfeitor buddhista, que ansiava receber a aprovação de sua generosidade pelo sábio. Ele perguntou ao mestre:
“Nós construímos templos, copiamos os sutras sagrados, ordenamos monges e monjas. Qual o mérito, reverenciado Senhor, da nossa conduta?”
“Nenhum mérito, em absoluto”, disse o sábio.
O Imperador, chocado e algo ofendido, pensou que tal resposta com certeza estava subvertendo todo o dogma buddhista, e tornou a perguntar:
“Então qual é o Santo Dharma, o Primeiro Princípio?”
“Um vasto Vazio, sem nada santo dentro dele”, afirmou Bodhidharma, para a surpresa do Imperador. Este ficou furioso, levantou-se e fez sua última pergunta:
“Quem és então, para ficares diante de mim como se fosses um sábio?”
“Eu não sei, Majestade”, replicou o sábio, que assim tendo dito virou-se e foi embora.

10.

Dois monges discutiam a respeito da bandeira do templo, que tremulava ao vento. Um deles disse:
– É a bandeira que se move.
O outro disse:
– É o vento que se move.
Trocaram ideias e não conseguiam chegar a um acordo. Então Hui-neng, o sexto patriarca, disse:
– Não é a bandeira que se move. Não é o vento que se move. É a mente dos senhores que se move.
Os dois monges ficaram perplexos.

11.

Aquele que passa a Porta sem porta marchará de mão dadas com toda a linhagem de Patriarcas, olhando com o mesmo olho e ouvindo com o mesmo ouvido.

12.

Batendo duas mãos uma na outra temos um som. Qual é o som de uma única mão?

13.

Quem pensa que entendeu se questiona.
Quem pensa que não entendeu questiona os outros.
Quem entendeu não diz nada.
E quem não entendeu também não diz nada!

14.

Antes de os teus pais terem nascido, qual era a tua natureza original?

15.

Qual é o som do silêncio?

16.

Um Mestre oferece um melão a um discípulo, e pergunta: — Que te parece o melão? Tem bom gosto?
— Sim, sim! Muito bom gosto! – responde o discípulo.
O Mestre, então, faz outra pergunta: — O que tem bom gosto: o melão ou a língua?

17.

Quem é você?

18.

Qual era o seu rosto original – aquele que você possuía antes de nascer?

19.

Todos os fenómenos são impermanentes. Tudo que nasce deve finalmente morrer. O que nasce e o que morre?

20.

Não siga o passado; não se perca no futuro. O passado não existe mais; o futuro ainda não chegou. Observando profundamente a vida como ela é, aqui e agora, é que permanecemos equilibrados e livres.

21.

Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade que veio lhe inquirir sobre o Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre as suas dúvidas. Nan-In, enquanto isso, serviu o chá. Ele encheu completamente a chávena do seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando o chá pela borda.
O professor, vendo o excesso se derramando, não pôde mais se conter e disse:
“Está muito cheio. Não cabe mais chá!”
“Como esta chávena,” Nan-in disse, “você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua chávena?”
Então, o Mestre Nan-in disse: — Como esta xícara, você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como eu posso lhe demonstrar o Zen sem que você primeiro esvazie a sua xícara?

22.

Um orgulhoso guerreiro, chamado Nobushige, foi até o Mestre Hakuin, e perguntou-lhe: — Se existe um paraíso e um inferno, onde estão?
— Quem é você? — perguntou Hakuin.
— Eu sou um samurai! — o guerreiro exclamou.
— Você? Um guerreiro? — riu-se Hakuin. — Que espécie de governante teria tal guarda? Sua aparência é a de um mendigo!
Nobushige ficou tão raivoso que começou a desembainhar sua espada, mas Hakuin continuou:
— Então, você tem uma espada! Sua arma provavelmente está tão cega que não cortará minha cabeça…
O samurai desembainhou a espada e avançou pronto para matar, gritando de ódio. Neste momento, Hakuin anunciou:
— Acaba de se abrir o Portal do Inferno!
Ao ouvir estas palavras, e percebendo a sabedoria do Mestre, o samurai embainhou sua espada, e fez-lhe uma profunda reverência.
— Acaba de se abrir o Portal do Paraíso — disse suavemente o Mestre Hakuin.

23.

Certa vez, o Mestre taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta, voando alegremente aqui e ali. No sonho, ele não tinha mais a mínima consciência de sua individualidade como pessoa. Ele era realmente uma borboleta. Repentinamente, ele acordou, e se descobriu deitado em sua cama, uma pessoa novamente.
Mas, então, ele pensou para si mesmo:
“Antes, fui um homem que sonhava ser uma borboleta ou, agora, sou uma borboleta que sonha ser um homem?”

24.

Após dez anos de aprendizagem, Tenno atingiu o título de Mestre Zen. Em um dia chuvoso, ele foi visitar o famoso Mestre Nan-In. Quando ele entrou no mosteiro, o Mestre, imediatamente, recebeu-o com uma questão:
— Você deixou seus tamancos e seu guarda-chuva no alpendre?
— Sim, Mestre — respondeu Tenno.
— Então, diga-me — continuou o Mestre: — Você colocou seu guarda-chuva à esquerda de seu calçado ou à direita?
Tenno não soube responder, percebendo, afinal, que ainda não havia alcançado a plena atenção. Ele, então, se tornou aprendiz do Mestre Nan-In, e estudou sob sua orientação por mais dez anos.

25.

Dois peregrinos estavam perdidas no deserto. Estavam morrendo de inanição e sede. Finalmente, avistaram um alto muro. Do outro lado, podiam ouvir o som de quedas d’água e de pássaros cantando. Acima, podiam ver os galhos de uma árvore frutífera atravessando e pendendo sobre o muro. Seus frutos pareciam deliciosos. Um dos homens subiu o muro e desapareceu no outro lado. O outro, em vez disso, saciou sua fome com as frutas que sobressaíam da árvore, ali mesmo, e retornou ao deserto para ajudar outros perdidos a encontrar o caminho para o oásis.

26.

Dois monges estavam lavando suas tigelas no rio quando perceberam um escorpião que estava se afogando. Um dos monges, imediatamente, pegou-o e o colocou na margem. No processo, ele foi picado. Ele voltou para terminar de lavar sua tigela, e, novamente, o escorpião caiu no rio. O monge salvou o escorpião, e novamente foi picado. O outro monge, então, perguntou:
— Amigo, por que você continua a salvar o escorpião quando você sabe que sua natureza é agir com agressividade, picando-o?
— Porque — respondeu o monge — agir com compaixão é a minha natureza.

27.

O monge perguntou ao Mestre:
— Como posso sair do ‘Samsara’?
O Mestre respondeu:
— Quem te colocou nele?

28.

O pensamento lógico não pode ser usado para obter a Compreensão; apenas com a sensibilidade da não mente alcança-se a Verdade.

29.

Um estudante perguntou a Joshu, “Mestre, o que é Satori?”
O mestre replicou: “Quando estiver com fome, coma. Quando estiver cansado, durma.”

30.

Certa vez, enquanto o velho mestre Seppo Gisen jogava bola, Gessha aproximou-se e perguntou:
“Por que é que a bola rola?”
Seppo respondeu:
“A bola é livre. É a verdadeira liberdade.”
“Por quê?”
“Porque é redonda. Rola em toda parte, seja qual for a direção, livremente. Inconsciente, natural, automaticamente.”

31.

Certa vez um estudante perguntou ao mestre Joshu:
– Mestre, por favor, o que é o Satori?.
Joshu respondeu-lhe:
– Terminaste a refeição?
– É claro mestre, terminei.
– Então, vai lavar as tuas tigelas!

32.

Durante uma conversa, o rei Milinda perguntou ao Bodhisattva Nagasena:
– Que é o Samsara?
Nagasena respondeu:
– Ó grande rei, aqui nascemos e morremos, lá nascemos e morremos, depois nascemos de novo e de novo morremos, nascemos, morremos… Ó grande rei, isso é Samsara.
Disse o rei:
– Não compreendo; por favor, explicai-me com mais clareza.
Nagasena replicou:
– É como o caroço de manga que plantamos para comer-lhe o fruto. Quando a grande árvore cresce e dá frutos, as pessoas os comem para, em seguida, plantar os caroços. E dos caroços nasce uma grande mangueira, que dá frutos. Desse modo, a mangueira não tem fim. É assim, grande rei, que nascemos aqui, morremos ali, nascemos, morremos, nascemos, morremos.
Grande rei, isso é Samsara.
Em outro Sutra, o rei Milinda pergunta ainda:
– Que é o que renasce no mundo seguinte (Depois da morte.)
Responde Nagasena:
– Depois da morte nascem o nome, o espírito e o corpo.
O rei pergunta:
– É o mesmo nome, o mesmo espírito e o mesmo corpo que nascem depois da morte?
– Não é o mesmo nome, o mesmo espirito e o mesmo corpo que nascem depois da morte.
Esse nome, esse espírito e esse corpo criam a acção. Pela acção, ou Karma, nascem outro nome, outro espírito e outro corpo.

33.

Finalmente, após muitos sofrimentos, Shang Kwang foi aceite por Bodhidharma como seu discípulo. O jovem então perguntou ao mestre:
“Eu não tenho paz de espírito. Gostaria de pedir, Senhor, que pacificasse minha mente.”
“Ponha sua mente aqui na minha frente e eu a pacificarei!” replicou Bodhidharma.
“Mas… é impossível que eu faça isso!” afirmou Shang Kwang.
“Então já pacifiquei a sua mente.”, conclui o sábio.

34.

O Imperador perguntou ao Mestre Gudo:
“O que acontece com um homem iluminado após a morte?”
“Como eu poderia saber?”, replicou Gudo.
“Porque o senhor é um mestre… não é?” respondeu o Imperador, um pouco surpreso.
“Sim Majestade,” disse Gudo suavemente, “mas ainda não sou um mestre morto.”

35.

Um monge perguntou ao mestre:
“Qual o significado de Dharma-Buddha?”
O mestre apontou e disse:
“O cipreste no jardim.”
O monge ficou irritado, e disse:
“Não, não! Não use parábolas aludindo a coisas concretas! Quero uma explicação intelectual clara do termo!”
“Então eu não vou usar nada concreto, e serei intelectualmente claro,” disse o mestre. O monge esperou um pouco, e vendo que o mestre não iria continuar fez a mesma pergunta:
“Então? Qual o significado de Dharma-Buddha?”
O mestre apontou e disse:
“O cipreste no jardim.”

36.

Um monge jovem era o responsável pelo jardim zen de um famoso templo Zen. Ele tinha conseguido o trabalho porque amava as flores, arbustos e árvores. Próximo ao templo havia um outro templo menor onde vivia apenas um velho mestre Zen. Um dia, quando o monge estava esperando a visita de importantes convidados, ele deu uma atenção extra ao cuidado do jardim. Ele tirou as ervas daninhas, podou os arbustos, cardou o musgo, e gastou muito tempo meticulosamente passando o ancinho e cuidadosamente tirando as folhas secas de outono. Enquanto ele trabalhava, o velho mestre observava com interesse de cima do muro que separava os templos.
Quando terminou, o monge afastou-se um pouco para admirar seu trabalho.
“Não está lindo?” ele perguntou, feliz, para o velho monge.
“Sim,” replicou o ancião, “mas está faltando algo crucial. Me ajude a pular este muro e eu irei acertar as coisas para você.”
Após certa hesitação, o monge levantou o velho por sobre o muro e pousou-o suavemente em seu lado. Vagarosamente, o mestre caminhou para a árvore mais próxima ao centro do jardim, segurou seu tronco e o sacudiu com força. Folhas desceram suavemente à brisa e caíram por sobre todo o jardim.
“Pronto!” disse o velho monge,” agora você pode me levar de volta.”

37.

Certa vez, um buddhista foi às montanhas procurar um grande mestre, que segundo acreditava poderia lhe dizer a palavra definitiva sobre o sentido da Sabedoria.
Após muitos dias de dura caminhada o encontrou em um belo templo à beira de um lindo vale.
“Mestre, vim até aqui para lhe pedir uma palavra sobre o sentido do Dharma. Por favor, faça-me atravessar os Portões do Zen.”
“Diga-me,” replicou o sábio, “vindo para cá vós passastes pelo vale?”
“Sim.”
“Por acaso ouvistes o seu som?”
Um tanto incerto, o homem disse:
“Bem, ouvi o som do vento como um suave canto penetrando todo o vale.”
O sábio respondeu:
“O local onde vós ouvistes o som do vale é onde começa o caminho que leva aos Portões do
Zen. E este som é toda palavra que vós precisais ouvir sobre a Verdade.”

38.

Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e então apagou-se.
O primeiro monge disse, “Oh, não! A vela apagou-se!”
O segundo comentou, “Não tínhamos que ficar em silêncio completo?”
O terceiro reclamou, “Por que vocês dois quebraram o silêncio?”
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso, “Aha! Eu sou o único que não falou!”

39.

Um estudante foi ao seu professor e disse fervorosamente: “Eu estou ansioso para entender seus ensinamentos e atingir a Iluminação! Quanto tempo vai demorar para eu obter este prémio e dominar este conhecimento?”
A resposta do professor foi casual: “Uns dez anos…”
Impacientemente, o estudante completou: :”Mas eu quero entender todos os segredos mais rápido do que isto! Vou trabalhar duro! Vou praticar todo o dia, estudar e decorar todos os sutras, farei isso dez ou mais horas por dia!! Neste caso, em quanto tempo chegarei ao objetivo?”
O professor pensou um pouco e disse suavemente: “Vinte anos.”

40.

Quando jovem, Baso praticava incessantemente a Meditação. Certa ocasião, seu Mestre Nangaku aproximou-se dele e perguntou-lhe:
– Por que praticas tanta Meditação?
– Para me tornar um Buddha.
O Mestre tomou de uma telha e começou a esfregá-la com um pedra. Intrigado, Baso perguntou:
– O que fazeis com essa telha?
– Pretendo transformá-la num espelho.
– Mas por mais que a esfregueis, ela jamais se transformará num espelho! será sempre uma pedra.
– O mesmo posso dizer de ti. Por mais que pratiques Meditação, não te tornarás Buda.
– Então o que fazer?
– É como fazer um boi andar.
– Não entendo.
– Quando queres fazer um carro de bois andar, bates no boi ou no carro?
Baso não soube o que responder e então o Mestre continuou:
– Buscar o Estado de Buda fazendo apenas Meditação é matar o Buda. Dessa maneira, não acharás o caminho certo.

41.

Na China, havia um monge Zen, chamado mestre Dori, que, por fazer zazen empoleirado num pinheiro pára-sol, fora alcunhado de mestre Ninho de Passarinho Um poeta muito célebre, Sakuraten, foi visitá-lo e, ao vê-lo fazer zazen, disse-lhe:
“Tomai cuidado, que isso é perigoso; podereis, um dia, cair do pinheiro!”
“De maneira nenhuma,” respondeu mestre Dori. “Vós é que correis perigo de um dia cair.”
Sakuraten refletiu. “Com efeito, vivo dominado por paixão, é como brincar com o raio”. E perguntou ao mestre Zen:
“Qual é a verdadeira essência do budismo?”
Mestre Dori respondeu:
“Não façais nada violento, praticai somente o aquilo que é justo e equilibrado.”
“Mas até uma criança de três anos sabe disso!” exclamou o poeta.
“Sim, mas é uma coisa difícil de ser praticada até mesmo por um velho de oitenta anos…” completou o mestre.

42.

Certa vez, um homem encontrou Joshu, que estava atarefado em limpar o pátio do mosteiro.
Feliz com a oportunidade de falar com um grande Mestre, o homem, imaginando conseguir de Joshu respostas para a questão metafísica que lhe estava atormentando, lhe perguntou:
“Oh, Mestre! Diga-me: onde está o Caminho?”
Joshu, sem parar de varrer, respondeu solícito:
“O caminho passa ali fora, depois da cerca.”
“Mas,” replicou o homem meio confuso, “eu não me refiro a esse caminho.”
Parando seu trabalho, o Mestre olhou-o e disse:
“Então de que caminho se trata?”
O outro disse, em tom místico:
“Falo, mestre, do Grande Caminho!”
“Ahhh, esse!” sorriu Joshu. “O grande caminho segue por ali até a Capital.” E continuou a sua tarefa.

43.

Uma velha construiu uma cabana para um monge e o alimentou por vinte anos, como forma de adquirir méritos. Certo dia, como forma de experimentar a sabedoria adquirida pelo monge, a velha pediu à jovem mulher que levava ao monge o alimento todos os dias (já que a velha senhora não podia mais fazer o caminho com frequência) que o abraçasse. Ao chegar à cabana, a menina encontrou o monge em zazen. Ela abraçou-o e perguntou-lhe se gostava dela. O monge, frio e indiferente, disse de forma dura:
“É como se uma árvore seca estivesse abraçada a uma fria rocha. Está tão frio como o mais rigoroso inverno, não sinto nenhum calor.”
A jovem retornou, e disse o que o monge fez. A velha, irritadíssima, foi até lá, expulsou o monge e queimou a cabana. Enquanto ele se afastava, ela gritou:
“E eu, que passei vinte anos sustentando um idiota!”

44.

Um dia um discípulo perguntou ao seu professor:
“Mestre, todas as coisas existentes têm de extinguir-se, mas há uma Verdade Eterna?”
“Sim,” disse o mestre. E apontou para o jardim:
“Ela é como as flores do campo, que de tão belas parecem brocados de pura seda; como um riacho aparentemente imóvel, mas que de facto está fluindo suavemente para o oceano.”

45.

Shin-kung perguntou a um dos seus mais inteligentes monges:
“Podeis capturar o Vazio?”
“Sim, senhor”, replicou ele.
“Mostrai-me como fazes,” pediu o mestre.
O monge abriu os braços e açambarcou o espaço vazio. Shin-kung disse:
“É essa a maneira? Apesar de tudo, não capturou coisa alguma.”
“Então,” replicou o monge um tanto ofendido, “qual é o método que usas?”
O mestre segurou o nariz do aluno e deu um forte puxão. O rapaz gritou:
“Aaiii! Estás puxando com muita força! Está me machucando!”
O mestre replicou:
“Perfeito! Essa é a maneira de realmente capturar o Vazio!”

46.

Num dia chuvoso, quando estava sentado com um discípulo no salão do templo e ouvindo as gotas d’água batendo suavemente no telhado e no pátio, o mestre Jing-qing perguntou ao outro monge:
“Que som é aquele lá fora?”
“É a chuva,” respondeu o monge. O mestre disse:
“Ao buscar fora de si mesmos alguma coisa, todos os seres se confundem com os significados.”
“Então,” replicou o discípulo, “como deveria eu me sentir em relação ao que percebo, Mestre?”
O sábio apenas disse:
“Eu sou o barulho da chuva.”

47.

Um dia, um discípulo foi ao mestre Kian-fang e perguntou-lhe:
“Todas as direções levam ao caminho de Buddha, mas apenas uma conduz ao Nirvana. Por
favor, mestre, diga-me onde começa este Caminho?”
O velho mestre fez um risco no chão com seu bastão e disse:
“Aqui”.

48.

Um praticante foi até o seu professor de meditação, tristemente, e disse:
“Minha prática de meditação é horrível! Ou eu fico distraído, ou minhas pernas doem muito, ou eu constantemente fico com sono. É simplesmente horrível!!!!”
“Isso passará,” o professor disse suavemente.
Uma semana depois, o estudante retornou ao seu professor, eufórico:
“Minha prática de meditação é maravilhosa! Eu sinto-me tão consciente, tão pacífico, tão relaxado, tão vivo! É simplesmente maravilhoso!!!!!”
O mestre disse tranqüilamente:
“Isso também passará.”

49.

Um monge perguntou a Ta-chu:
“São as palavras a Mente?”
“Não, as palavras são condições externas. Elas não são a Mente,” disse o mestre.
“Então onde, fora das condições externas, podemos encontrar a Mente?”
“Não há Mente além das palavras,” declarou o sábio.
“Não havendo Mente independente das palavras, o que é afinal a Mente?” perguntou o monge, confuso.
“A Mente é sem forma e sem imagens. Em verdade, ela nem depende nem é independente das palavras. É eternamente serena e livre em seu movimento.”

Koan: Onde está a sua Mente?

50.

Quando era jovem, o então monge Ikkyu e seu irmão estavam arrumando o quarto de seu mestre, e num acidente o irmão quebrou a tigela da cerimonia do chá favorita do sábio professor. Ambos ficaram assustados, pois a tigela era muito estimada pelo mestre, pois foi um presente do imperador. Entretanto, Ikkyu disse ao irmão:
“Não se preocupe. Sei como abordar a questão com nosso mestre!”
Juntou os pedaços de cerâmica, escondeu-os no manto, saiu para o jardim do templo e sentou-se a esperar pelo velho sábio. Quando este se aproximou, Ikkyu propôs-lhe um Mondo (uma seqüência de perguntas e respostas):
“Mestre, é dito que todos os seres e todas as coisas no Universo estão fadadas a morrer?”
“Sim,” respondeu o Mestre, “o próprio Buddha assim afirmou, e tal conceito é inegável: todas as coisas têm de perecer.”
“Sendo assim, devemos compreender a natureza da impermanência, e superar o sofrimento ignorante pelas perdas que são, afinal, relativas e inevitáveis.”
“Com certeza, tal compreensão faz parte do caminho correto!” disse o mestre feliz pela sagacidade de seu jovem discípulo. Neste momento, Ikkyu retirou os cacos de sua manga, pousou-os à frente do mestre e disse:
“Mestre, sua querida tigela de chá morreu…”
E saiu ligeiro da presença do surpreso sábio…

51.

Um professor de Zen, após anos como orientador de um aluno particularmente sensível e sábio, resolveu lhe dar um presente:
“Estou ficando velho, em breve morrerei. Para simbolizar sua sucessão a mim como mestre vou lhe dar este livro valiosíssimo.”
O discípulo, entretanto, não estava interessado em livros:
“Não é necessário, obrigado, mestre. Eu aceitei o seu ensinamento como o Zen que prescinde a palavra escrita. Gosto de sua face original. Fique com seu precioso livro.”
O professor insistiu, e afirmou, orgulhoso:
“Este livro atravessou sete gerações, é uma relíquia! Por favor, fique com ele como um símbolo de sua aceitação do manto e da tigela!”
O outro apenas disse:
“Está bem, dê-me o livro.”
Ao recebê-lo, o discípulo simplesmente atirou o livro no fogo próximo, queimando-o. O professor ficou chocado. Gritou para o aluno, indignado:
“Como pôde fazer isso?! Era uma peça inestimável de conhecimento!”
Foi a vez do sábio discípulo ficar indignado:
“Como podes dar mais valor a papel e couro do que àquilo que me ensinastes directamente, de forma pura? Ensinar uma sabedoria que não se pode praticar é como agir sem coração, e não ser nada mais do que um repetidor de textos sagrados. Tu me deste um objeto, e eu usufrui dele como considerei adequado. Como podes ficar indignado com um simples ‘dar e receber’?”

52.

Um monge perguntou a Tozan enquanto ele estava pesando algum linho:
“O que é Buddha?”
Tozan disse:
“Um quilo e meio de puro linho…”

53.

Joshu perguntou a Nansen: “Qual é o Caminho?”
Nansen disse: “O dia-a-dia é o Caminho”.
“Pode ele ser estudado?” perguntou Joshu
Nansen disse: “Se tentares estudá-lo, irás estar muito longe dele.”
Joshu replicou: “Se não posso estudá-lo, como posso entender o Caminho?”
Nansen completou: “O Caminho não pertence ao mundo da percepção, nem Ele pertence ao mundo da não-percepção. A cognição é delusão e a não-cognição é sem sentido. Se desejais alcançar o Verdadeiro Caminho além das dúvidas, busqueis ser tão livre como o céu. E não afirmais que isso é bom ou ruim.”
Ao ouvir tais palavras, Joshu atingiu o Satori.

Koan: Sabeis reconhecer a Liberdade?

54.

Shogen perguntou:
“Por que o homem Iluminado não se ergue e explica sua natureza?”
E então completou:
“Na verdade, não é necessário que as palavras venham da língua…”

55.

Um monge perguntou a Yun-men (Ummon ? – 966):
“O que é o Dharma-Buddha?”
Yun-men respondeu:
“Esterco seco.”

56.

Um monge perguntou a Fuketsu:
“Sem falar, sem silenciar, como vós podeis expressar a Verdade?”
Fuketsu replicou:
“Eu sempre me lembro das primaveras no sul da China. Os pássaros cantam por entre as inumeráveis espécies de belas e cheirosas flores…”

57.

Quando Buddha atingiu a Suprema Iluminação, diz uma lenda que alguém lhe perguntou:
“Vós sois um Deus?”
“Não,” ele disse.
“Vós sois um santo?”
“Não”
“Então quem sois vós?”
Ele então disse:
“Eu sou Desperto.”

58.

Após algumas horas em agradável colóquio com seu mestre Niao-wo, o discípulo ergueu-se e reverentemente despediu:
“Obrigado por vosso tempo, Mestre. Agora eu me vou.”
“E para onde vais?” Perguntou o sábio.
“Parto pelo país, sempre estudando com afinco o Dharma-Buddha,” disse o discípulo.
“Ah, o Dharma-Buddha!” exclamou o Mestre, “Por acaso eu tenho um pouco disso aqui comigo, sabes?”
O jovem discípulo, intrigado e algo curioso, e também ligeiramente ambicioso, perguntou rápido, olhando em volta:
“É mesmo? Onde está? Onde está?”
O Mestre retirou um fio de seu manto e mostrou-o, declarando:
“Este fio também é o Dharma-Buddha.”

59.

Um filósofo perguntou a Buddha:
“Sem palavras, sem silêncio, podeis vós revelar-me a Verdade?”
O Buddha permaneceu em silêncio.
O filósofo agradeceu profundamente e disse:
“Com vossa amável generosidade eu esclareci minha Ilusão e penetrei no verdadeiro caminho.”
Após o filósofo ter partido, Ananda perguntou ao Buddha o que ele havia obtido.
O Buddha replicou:
“Um bom cavalo corre apenas à visão da sombra do chicote.”

60.

Um monge perguntou a Chao-chou:
“O que diríeis se eu chegasse ante vós sem nada trazer?”
Chao-chou respondeu:
“Deixai-o aí mesmo, no chão.”
O monge contestou:
“Mas eu disse que nada trazia, como então poderia pôr algo no chão?”
“Tudo bem então,” comentou Chao-chou, despreocupado, “nesse caso, levai-o daqui.”

61.

REPORT THIS AD

Certo dia, um discípulo perguntou ao monge Pa-ling:
“Há alguma diferença entre o que disseram os patriarcas e o que está escrito nos Sutras sagrados?”
O sábio respondeu:
“Quando fica frio, os faisões empoleram-se nos galhos das árvores, e os patos mergulham sob a água…”

62.

Em dois mosteiros vizinhos viviam dois jovens monges muito amigos. De manhã, sempre os monges se encontravam, cada um cuidando de seus afazeres. Certo dia, um dos monges estava varrendo o pátio de seu templo e, vendo aproximar-se o amigo, perguntou:
“Olá! Onde vais?”
O amigo respondeu, feliz:
“Vou aonde meus pés me levarem…”
O monge ficou intrigado com a resposta e comentou com seu mestre. Este lhe disse:
“Da próxima vez, diga-lhe: ‘E se não tivesses pés?’”
Quando o jovem noviço viu o amigo de novo na manhã seguinte, fez a mesma pergunta já antecipando o momento em que pegaria o amigo de jeito, desta vez:
“Onde vais?”
Mas o outro disse:
“Aonde o vento me levar!”
O monge ficou frustado! Voltou ao mestre e contou a nova resposta, e este, sorrindo, disse:
“Da próxima vez, diga-lhe: ‘E se o vento parasse de soprar?’”
O jovem monge ficou encantado com a ideia:
“Sim, sim! Essa é boa! Agora ele não me escapa!”
No dia seguinte, ao amanhecer, ele viu seu amigo aproximando-se de novo. Perguntou-lhe:
“Olá! Onde vais?”
O amigo parou, sorriu-lhe, e falou suavemente:
“Simplesmente vou ao mercado, meu amigo…”, e seguiu seu caminho.

63.

Chao-Chou (Joshu) certa vez varria o chão quando um monge lhe perguntou:
“Sendo vós o sábio e santo Mestre, dizei-me como se acumula tanto pó em seu quintal?”
Disse o Mestre, apontando para o pátio:
“Ele vem lá de fora.”

64.

Um monge aproximou-se de seu mestre – que se encontrava em meditação no pátio do Templo à luz da lua – com uma grande dúvida:
“Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os Sutras e as recitações são feitos de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?”
O velho sábio respondeu:” As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta.”
O monge replicou: “Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?”
“Poderia,” confirmou o mestre, “e assim tu o farás, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. O Dharma é eterno e completamente revelado. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio.”
“Então,” o monge perguntou,” por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?”
“Porque,” completou o sábio, “da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como facto consumado, assim também os homens não confiam na Verdade já revelada pelo simples facto dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção. Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário.”
O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua.

65.

“Se vires o Buda, mata-o !”
“Mata aquele que encontres no teu caminho. Se encontrares o Buda, mata o Buda; se encontrares os Patriarcas, mata os Patriarcas; se encontrares os Arahat, mata-os também”
O que significa isso? Leia este Ensaio de Paulo Borges

66.

Um monge perguntou a Joshu: “um cão possui a natureza de Buda?”
Joshu respondeu: “Mu”»
Comentários a este Koan: aqui.

67.

Um monge perguntou a Hui-neng (o Sexto Patriarca Zen):
“Quem herdou o espírito do Quinto Patriarca?”
Hui-neng respondeu:
“Aquele que compreende o Budismo.”
“Teríeis então vós herdado este espírito?” quis saber o monge.
“Não,” replicou o mestre. “Eu não o herdei.”
“Por que não?!?” o monge, naturalmente pasmo, perguntou então.
“Porque não compreendo o Budismo.” Afirmou Hui-neng.

Koan: Vós compreendeis o Budismo?

Essa mensagem recebi numa madrugada. Compartilho. Quero esclarecer que recebo mensagens desde 2008. Algumas são chamadas de atenção. Puxões de orelha mesmo. Eu recebo e agradeço, e é de cunho geral.
Tenho um cuidado em expor esse tipo de conteúdo pois me coloco apenas como contribuição. Muita paz, muito amor!
Hoje, todos vocês deveriam esclarecer melhor o que vos acomete nessa realidade de superfície. As relações caóticas, o vazio existencial, a cobiça desvairada pelo vosso reabastecimento através de sentimentos confusos e pela aquisição de coisas que preencham ainda algum “vazio”.
É claro que muitos de vocês poderiam evitar agora a televisão, o demasiado uso dos vossos dispositivos eletrônicos sintonizados à rede e outros alimentos que corrompem a sua integridade biológica, energética e extrafísica. É fundamental, pois, essa mudança comportamental, para que haja uma conexão maior com Gaia e seu chamado para galgar maiores aberturas junto à essa nova Terra.
Você que está recebendo estas palavras agora, é convidado(a) a refletir sobre os hábitos corriqueiros que o mantém preso ainda às malhas da ilusão. No plano mental, esta avaliação pode revelar todas as impurezas que foram armazenadas em seu corpo físico, sabendo que você criou tudo isso, não há responsáveis do lado de fora, nenhum outro, pois qualquer um que vive o drama com você, foi atraído pelo que você alimentou em sua fábrica de objetos, a mente e as vibrações afins. São chamados de hologramas as imagens mentais que se manifestam no plano da forma, além de diversas outras fontes de conexão.
Mas isso já acontece há milênios, a humanidade terrena está evoluindo e alterando a programação biológica, liberando as impurezas, os miasmas agarrados em seus corpos. É bom reconhecer no momento em que o objeto de observação traz à tona um sintoma, o que está no baú da consciência individualizada, é importante parar e acionar práticas que poderão abrir o portal da consciência integrada e amplificada, ativando uma expertise que auxiliará no desatamento dos nós energéticos que foram cristalizados pelos impulsos sensoriais que validaram os sentimentos como um looping  a nível cognitivo, e isso retardou a geração de novas conexões que auxiliam em sua expansão multidimensional. Quando retomares a função real neste orbe, saberás e saborearás o mais puro néctar do conhecimento se desdobrando e expandindo horizontes nos quais a remoção dos links magnéticos de aprisionamento serão desprogramados para dar espaço as ondas de suas reais atualizações.
Mas saiba que deves contribuir, compartilhar, espalhar o que sabe aos outros, pois a energia de expansão gera a multiplicação da abundância; da tecnologia benéfica à saúde mental e física, das conexões energéticas, através do ajuste dos fios de energia no corpo energético em tratamento, com a manifestação do instrumento físico dos irmãos que estão conectados a transmitir a energia curativa; da receptividade às nossas instruções para que manifestem vossos lares de cura, entre outras capacidades.
Cada um possui uma função que além de contribuir para a harmonização planetária, faz revelar interiormente a sua face de luz, que como um cristal, irradia essa luz para todas as direções. Nesse nível, qualquer manifestação emocional negativa deixa de existir, porque você saiu da teia sinistra, convencional e repetitiva onde esteve agarrado(a) por milênios.
E então, você se lembrará de toda a beleza e sabedoria implantada em seus registros. Se esquecerá de todas as aflições carmicas que fizeram o seu filme até o último momento de escuridão, entretanto, na luz o esclarecimento transformará e graduará vossos corpos à frequências compatíveis com a nossa zona de atuação para com vocês. Muitos ainda estão manipulando as suas arestas, e avisamos que todas as orientações que temos dado a vocês é justamente para afastar a frequência vibracional que é gerada pela televisão, a rede mundial, o mau uso informativo e tecnológico em geral, a má alimentação, e até convívio com pessoas perturbadas e intolerantes, que se encontram completamente dominadas, numa energia sectária, apesar de terem uma breve lembrança de que deveriam sair, mas não se esforçam para fazê-lo. A energia pleiadiana está a disposição de vocês , por isso pedimos que façam períodos de silêncio diariamente para auxiliarmos nesta reprogramação.
Queremos esclarecer sobre as doenças que estão aumentando em vosso orbe. Todas estas enfermidades fazem parte do processo temporal, que está mais intenso neste momento, tudo está relacionado às identificações com os hologramas criados pelo comando sinistro no terreno planetário e que penetrou em vossa estrutura mental e em seu terreno biológico. E isso, vocês já estão percebendo que está se alterando rapidamente.
Com o aumento dos fótons, o que acontece é uma aceleração metabólica,  na intenção de expulsar impurezas, limpando vossos corpos antigos. Saiba que você está em mutação, como a serpente que muda de pele, falando mais profundamente, você está limpando a carga genética, as informações em suas próprias células à medida que altera a própria visão. Irmãos das estrelas, não é hora de insistirem no sofrimento humano, vocês precisam ser humanos espiritualmente.
A limpeza é fundamental, é uma grande chance de se manter integro(a) e aproveitando as maravilhas desta dimensão. Saibam que vocês podem se livrar do carma neste plano, muitos irmãos de luz deixaram informações e técnicas curativas de grande valor para a graduação. Se tens afinidade por alguma, faça isso, não se enforquem na teia escura dos experimentos de irmãos envaidecidos e iludidos. Vocês estão percebendo a alteração da energia em certas correntes de trabalho? Sintonizem pelo coração e saberão o caminho a percorrer.
Com a atuação na 5D, vocês estão tendo mais contato, andarão sozinhos e ouvirão mais claramente o que devem fazer para se livrarem da prisão corpórea, no sentido de estarem imersos em dores e emoções oscilantes. Para viverem num corpo transformado e num fluxo ascendente. A arte, a música, as terapias de cura, a tecnologia, e outros campos de atuação terrenas, são meios de espalhar a nossa energia para vocês. Tudo que faz bem ao próximo, que lhe dá alegria, aumenta a luz, deve ser expandido, e quem sabe, deve-se ensinar para a corrente aumentar.
Não se preocupem com a sobrevivência, com a recuperação da energia… Isso será mantido,” mas se vocês entenderem que são canalizadores e não donos do que estão recebendo”. Essa é a questão: usar o mental com fins de aquisição e controle. E isso acontece muito. Muita atenção para isso!
Manifeste tudo o que sabe, pois saber é uma jóia da alma e esse brilho deve aumentar não só em você, mas a partir de você. Não há medo nesta energia, sintonizem-se conosco. Somos irmãos das estrelas, estaremos dando o suporte para a vossa harmonização. Comece no Aqui e Agora.
Uma chuva cristalina em você, beijo , luz,
Kátia Erbiste

A Glândula Pineal é uma glândula cônica e achatada, localizada acima do teto do diencéfalo. A glândula pineal fica localizada no centro do cérebro, sendo conectada com os olhos através de nervos. No homem adulto, mede aproximadamente 5 por 8 mm e se assemelha a um caroço de ervilha.

Produz a melatoninaque atua na regulação do sono e do ritmo biológico [ritmo circadiano] em humanos. A produção de melatonina ocorre durante a noite, ela inicia a sua liberação após o pôr do Sol, quando a luz começa a baixar, ao anoitecer. A cada duas horas libera mais quantidade, e às 22 horas é liberada a maior quantidade. Se a pessoa se deitar após as 23 horas, ela provavelmente terá o sono profundo em torno de 1 a 2 horas após, daí a melatonina será liberada em doses menores, pois, ao passar das 23 horas a tendência é diminuir a liberação até o amanhecer do dia. Para regular o ritmo biológico é necessário dormir no tempo adequado, cerca de 8 horas, de preferência das 22:00 às 06:00 horas, tomar sol durante o dia, e ter uma alimentação mais consciente. Tanto a luz como a escuridão transmite o sinal dos olhos para a glândula pineal, determinando à hora de iniciar e parar a síntese da melatonina.

A Glândula Pineal integra o relógio cerebral e é responsável por todos os ritmos no organismo, por exemplo: Os ritmos da reprodução hormonal /Controle sexual na infância

Do funcionamento do sistema nervoso autônomo / Dos ciclos da vida até o envelhecimento

Do sono e os ritmos reprodutivos / A fome e ainda o estado de humor


Ela produz também a dimetiltriptamina, uma substância psicodélica cuja função no organismo continua a intrigar investigadores atuais. (DMT é como um primo químico da serotonina e é intensamente psicodélico, é como se a glândula pineal tivesse todos os precursores, enzimas e blocos construtivos necessários para a produção de DMT que é considerado a molécula da espiritualidade, auxiliando nas experiências de quase morte, viagens astrais, visões e mediunidade)

“… Segregando energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pôde identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos…”. André Luiz

A glândula pineal é um dispositivo tecnológico projetado no corpo físico, dispositivo assim como existem as pirâmides, assim como existem outros dispositivos plantados no planeta, assim como os cristais. É um dispositivo tecnológico projetado no corpo humano para conexão com Divino e planos de existência superiores, de consciência superior.

Muitas pessoas estão com dor ou incômodo no chacra frontal, no terceiro olho. Na realidade é um calibre que está sendo feito na glândula pineal e eu aconselho a essas pessoas que verifiquem quais são os alimentos que estão fazendo uso, diante de conservantes industrializados, diante de líquidos e bebidas com produtos químicos em demasia.

Faço então, um convite a uma reflexão. Como está a sua alimentação física? Não estou a falar aqui da sua alimentação espiritual. Observe como está a sua rotina. Verifique se você tem tempo para se alimentar com calma, com tranquilidade, em horários confortáveis para o seu corpo.

Muitas pessoas perguntam: Como fazer a conexão espiritual? Para isso o corpo precisa estar disponível para potencializar o alcance do espírito. O corpo humano estando em fragilidade, em convalescença, fica mais difícil esta conexão. Então a glândula pineal, dispositivo colocado no corpo físico de cada criatura na experiência humana precisa de calibragem, e assim está sendo feito com todos os seres humanos. Muitos estão sentindo tonturas, como se fosse crise de labirintite, mas é justificado, pelo movimento da glândula pineal e consequentemente faz conexão com os tímpanos. Forma-se assim, uma tríade, a forma de um triângulo, formando uma conexão com o chacra coronário, para o estabelecimento dessas idas às escolas iniciáticas, diante de projeções astrais e diante desses calibres muitos estão em sintonia com a espiritualidade. (…)

É muito importante o autoamor, essa auto-observação para consigo, para com o seu corpo e espírito, diante dessa robotização que se segue na vida, diante de uma sobrevivência e não diante de uma vivência.

Estamos diante de um momento que é muito importante a experimentação da vivência e não da sobrevivência. Muitos seres em experiência humana sobrevivem e não experimentam viver. Cada um fazendo a sua parte pode engrandecer em seus lugares de trabalho e fazer a diferença, sem justificativas e desculpas.

Acompanhe as dicas que dou no canal do youtube. Uma aula voltada para a ativação desse centro energético.

Fontes: Manual de Yoga Hormonal  de minha autoria

Canalização Pai Damião, por Águas de Aruanda

Um olhar se abre para além da visão tridimensional, ele parte da escolha de se recolher, se ver e se escutar. Isso é como um florescimento.

A dualidade distrai e desvia esse retorno à matriz. Em que você está colocando a sua atenção?

Esses dias estou fazendo um detox hepático e observando as transformações.

A gratidão é constante, várias cenas cintilam num cenário prestes a desmoronar nos próximos segundos.
Aproveito essa ruptura, esse desapegar-se para ser espaço me permitindo novos acessos.

O fato de buscarmos lapidação, Não nos torna lutadores, ou alheios aos acontecimentos.
Quem escolhe soltar-se ao invés de resistir, encontra refúgio, encontra o eixo que sinaliza a nova energia.

Essa lapidação não é tensa ou árdua a partir do momento que abrimos mão de “ter que” mudar Ou melhorar em nome da consciência.
Escutar o seu chamado interno é o “start” da jornada.

Podemos escolher viver em nome da consciência lutando para ver mais consciência na realidade 3D, na visão dual ou podemos escolher Ser a consciência que deixa de ser separação e passa a viver em comunhão.
O q é mais leve para você?

O fato de ser a comunhão torna você integrado à essa energia de renovação além da 3D. Você abre um espaço de criação livre de ter que fazer alguma coisa para mudar o que ” de dentro” dessa realidade dual não pode ser alterado.

Algo está acontecendo fora, se estabelecendo numa outra dimensionalidade em prol de Gaia. Os elementais, o éter e demais elementos que são inúmeros colaboram conosco alterando a nossa consciência ao escolhermos criar fora da velha energia. E tudo passa a circular mudando nossos corpos e a microbiota terrestre.
Essa é a comunhão.

O trabalho é interno e isso cria uma ressonância biomagnética. Agora é só uma escolha.

Para onde vai a sua mente é para lá que vai a sua energia!

Amor e paz,
Luz dourada ao Planeta.
Por Kátia Erbiste

Os Yoga Sutras de Patanjali – Estudo

Mantra para iniciar o estudo dos Yoga Sutras;

 

Patanjali Mantra

YOGENA CITTASYA PADENA VACAN

MALAM SARIRASYA CA VAIDYAKENA

YOPAKAROTTAN PRAVARAM MININAM

PATANJALIM PRANJALIRANATO`SMI

SANKHA CAKRASI DHARINAM

SHASRA SIRASAM SVETAM

PRANAMAMI PATANJALIM

Saudações ao mais nobre dos sábios,

Patanjali, que nos deu o Yoga para a serenidade e a santidade da mente,

A gramática para a clareza e a pureza da palavra e o remédio para a perfeição da saúde.

Saudações a Adisvara (O Senhor Shiva)

Quem primeiro ensinou a ciência do Hatha Yoga – Uma ciência que distingue-se como uma escada.

 

Sutra  6 do capítulo Samadhi Pada

 

Pramana Viparyaya Vikalpa Nidra Smrtayah

 

Pramana – fonte de percepção, inferência e dedução, é o conhecimento correto.

Viparyaya – Conhecimento errôneo, o que era certo entra invertido, esse é um dos obstáculos para se alcançar o samadhi.

Vikalpa – imaginação.

Nidra – sono.

Smrtayah – memória.

 

Pramana – Você vê um objeto e estabelece uma relação, percepção, dedução e testemunho. Com você tem um vritti (movimentos cíclicos de Chitta) chamado conhecimento.

 

Dedução: Você vê uma parte e através desse fragmento constata o que é o todo.

Ex: Quando você vê um cadarço sabe que é um calçado, e se você vê fumaça, sabe que há fogo.

Testemunho: Você está num lugar fechado e alguém chega e diz “Está chovendo!”, se o testemunho for correto, o resultado também pode ser correto.

Você deve ler as escrituras sagradas e experimentar para comprovar a verdade contida nelas, senão você estará apenas na crença. Osho diz: “A crença é uma mentira e quem crê é um cego”.

Você deve  praticar o que lê e colocar a sua vontade e fé no que é verdadeiro para você.

 

Viparyaya – Vyasa em seus comentários diz que Viparyaya é o mesmo que Avidya (ignorância), portanto é um conhecimento errôneo, que se baseia em algo diferente da realidade.

Ex: você vê uma corda e acha que é uma cobra faz julgamentos sobre o que foi visto sem ter a certeza do que viu. Então, a percepção não chegou inteira. Neuroses, dúvidas, são reações de Viparyaya.

 

Vikalpa – Ilusão, imaginação.

É o conhecimento evocado por palavras sem base num objeto real, na realidade.

O pensamento sobre o futuro é Vikalpa. Você deve evitar as famosas “viagens na maionese”. O yogue precisa ter mais pramana do que Vikalpa e Viparyaya, ele deve manter os pés na terra, agir com objetividade e não com subjetividade. Manter o espírito crítico para constatar coisas reais.

Os seus problemas não terminam no estado de Yoga, você precisa manter o controle mental para manter este estado sempre…

O Zen diz: “Antes da iluminação, cortar lenha e esquentar água. Depois da iluminação, cortar lenha e esquentar água.” A questão da sobrevivência sempre existirá.

Sempre você carregará a sua consciência contigo, todos os padrões e condicionamentos estarão contigo, a cada existência você busca atingir o verdadeiro conhecimento do ser para aniquilar os padrões e vícios de chitta, quanto mais equilíbrio você for atingindo, maior a sua capacidade de libertação de avidya.

 

Nidra – Sono. É a ausência de qualquer conteúdo de chitta. É a ausência não deliberada, você não trabalha para esvaziar a mente.

No sono você entra no estado de Yoga, descansa a mente, o ego e o intelecto, desligando o fio das tomadas. O sono é uma das atividades mentais, também é um vritti, um pensamento, mas é um pensamento de ter nenhum pensamento. Mesmo sem atividade, ausência de atividade é uma atividade.

No Yoga Nidra, que é o sono consciente, é quando o corpo fica imóvel e adormece, mas a mente tenta se manter alerta, o que é muito difícil para o praticante, geralmente ele dorme um pouco e perde algumas palavras de comando.

O sono pode atrapalhar a meditação ou a absorção dos ensinamentos, por isso, se você entrar no estado de sono ao meditar, faça algum exercício energético, caso não resolva, você precisa repousar, antes de tentar meditar ou estudar. Ouvir e respeitar o corpo e mente para o equilíbrio do todo.

 

Smrtayah – Memória, aquilo que é lembrado.

É a capacidade de se manter atento as lembranças.

Todos os vrittis são conscientes, o que determina os vrittis são os samskaras que são as raízes profundas dos condicionamentos humanos, de caráter kármico e inato (congênito). São tendências subconscientes e que são hereditários.

Os samskaras perpetuam-se através das gerações, através de heranças que afetam todos os indivíduos.

A memória é uma marca subconsciente que não fica na lucidez. É viver no piloto automático, guiado pelos condicionamentos, usando os samskaras.

Samskaras são sementes através dos quais os vrittis nascem.

A origem do karma é um vritti, você pensa você age.

Você não pode agir sem pensar, você deve ativar a mente buddhi, que é inteligência, que te dá a capacidade de discernimento, superior ao ego.

Através do ego e dos samskaras representamos vários papéis na vida, cometemos diversos erros em virtude de avidya, à ignorância de quem somos de fato. Como dizia o amado Swami Sri Yuktéswar “A sementes do karma passado não podem germinar quando torradas no fogo da sabedoria divina”.

 

Você está realmente praticando Yoga?

Nos dias de hoje, em que o consumo faz parte de nossas vidas, até mesmo o Yoga passa a ser reduzido apenas a mais um objeto de consumo. Não há dúvida de que o Yoga facilita a prática de exercícios de diversas linhas, mas a questão vital é se a prática limitada apenas às posturas (ásanas), divorciada das raízes, tradição e contexto do Yoga, deveria ser chamada de “Yoga”.

Para responder a essa questão, é fundamental definir os princípios essenciais do Yoga. Em português, a palavra Yoga tem quatro letras. Do ponto de vista do Yoga Integrativa, Yoga tem quatro pilares ou princípios fundamentais, analogamente sendo representados por cada uma de suas letras. Para usar a palavra Yoga, todos esses princípios deveriam estar presentes. Os 4 pilares do Yoga são:

1) Yoga Dárshana – Esta é a visão do Yoga que é apresentada na sua forma mais clara e sucinta nos Yoga Sutras de Patanjali, cuja essência poderia ser resumida da seguinte maneira:

 

Segundo o Yoga, a felicidade que as pessoas normalmente buscam externamente só pode ser encontrada dentro de nós mesmos. Há um Ser interior que é a fonte de felicidade, aguardando para ser descoberto.

Nossa personalidade é útil para ministrar nosso dia-a-dia, e por esta razão, deve ser  honrada e respeitada. Todavia, este ser cotidiano precisa ser guiado e inspirado pelo Ser Real, o Espírito.

A descoberta do Ser Real precisa de prática regular e compromisso, não porque esse Ser esteja distante de nós, mas por causa dos condicionamentos que obscurecem o Ser espiritual que já somos, causando confusão e sofrimento. Yoga nos ensina como eliminar tudo aquilo que não somos, para que aquilo que realmente somos seja revelado.

Yoga é a experiência direta do Ser Real, Infinito, Ilimitado e Completo em si mesmo. Essa experiência  vai além de filosofias, deixando nosso dia-a-dia com mais luz, paz e felicidade.

 

2) Yoga Marga – É o caminho do Yoga como um processo de transformação que abrange todos os aspectos da pessoa. Yoga é uma escola de vida em que usamos a prática formal de Yoga e nossas experiências no mundo para adquirir o autoconhecimento. Sob a perspectiva do Yoga, o enfoque primário da vida é o processo de transformação interior, e não um processo de enobrecimento do eu pessoal com suas conquistas e competições no mundo.

Essa jornada da alma na busca de sua própria natureza requer o uso de todo nosso potencial, porque traz para a superfície todas nossas crenças sobre nós mesmos e sobre a vida. Ao longo deste processo, a personalidade vai sendo totalmente transformada em um veículo do Espírito. Esse processo, que deveria ser gradual, exige os seguintes ingredientes:

Uma tomada de consciência cada vez mais abrangente, onde nos mantemos como testemunhas ao mesmo tempo não negando nossas emoções e nem tampouco expressando-as inconscientemente.

Auto-aceitação, quando reconhecemos que todas as nossas ações passadas tiveram apenas um mesmo objetivo: aprendizado, amadurecimento e transformação para nos guiar até o momento presente, o único momento onde existe a possibilidade de liberdade.

 

3) Yoga Sádhana – A prática de Yoga (Yoga Sádhana) é um veículo que facilita nosso caminho de Yoga (Yoga Marga) para que realizemos a visão do Yoga (Yoga Dárshana). Em todos os textos sagrados de Yoga, a visão, o caminho e a prática são apresentados como um conjunto. Cada linhagem e tradição do Yoga tem seus próprios veículos e ferramentas.

No caso da tradição do Hatha Yoga, as posturas são apenas uma parte de um conjunto maior que inclui todos os oito passos do Ashtanga Yoga:

 

– Yamas e Niyamas: Valores fundamentais que sustentam a prática.

  1. Yamas – valores fundamentais: Não violência, verdade, não roubar, conservação da energia e desapego.
  2. Niyamas – recomendações de conduta para a prática e vida diária: pureza, contentamento, esforço adequado associado a uma certa disciplina, auto-estudo e entrega ao Supremo lembrando que tudo te leva ao reconhecimento do Absoluto que também é a sua própria natureza.
  3. Ásana – habilidade de nos mantermos nas posturas de Yoga e na vida diária de forma estável e confortável. Esse estado gradualmente se torna natural e sem esforço.
  4. Pranayama – habilidade de expandir e canalizar nossa energia através das práticas de respiração e mudrás, libertando nossa energia vital.
  5. Pratyahara – internalização dos sentidos para nos enfocarmos na vida espiritual.
  6. Dhárana – habilidade de nos mantermos plenamente focalizados na prática formal e na vida diária.
  7. Dhyána – habilidade de nos mantermos em um estado de meditação, no qual o corpo, a respiração, a mente e o espírito se alinham naturalmente com e Ser Real.

 

4) Yoga Sádhya – O quarto pilar engloba o último anga de Patanjali, Samadhi, que consiste em uma experiência de liberdade em todos os níveis do Ser, onde vivenciamos nossa própria natureza infinita, repleta de energia, paz e amor.

Resumindo, como se escreve a palavra Yoga na sua prática? Se todas as letras   estão presentes, você poderia expressá-la em uma só palavra: OM.

O Yoga nos ajuda a investigar o potencial de libertação, e devemos saber que o Ser é indissolúvel e que o papel que estamos representando não deve abafar o Ser, Atma.

Fonte: Yoga Montanha Encantada,  meus professores Joseph Le Page  e Lilian

Dica para estudo sobre o tema: “Os Yoga Sutras de Patañjali
Autor Sri Swami Satchidananda Publicado por
Centro de Yoga Integral Jai Vida
Belo Horizonte MG

Hari Om Tat Sat

 

 

O kapalabhati é na verdade descrito mais como kriya, de purificação do que como um pranayama. Isto indica que seu uso principal é para a limpeza e purificação. Esta limpeza ocorre nos diversos níveis: físico, energético, psicológico e espiritual. A palavra Kapalabhati, vem das palavras em Sânscrito Kapal, que significa crânio, e Bhati, que significa lustrar, ou deixar limpo ou brilhante. Então, kapalabhati significa crânio brilhante. A limpeza ocorre no corpo físico, nas vias respiratórias, e no corpo de energia, no nível das nadis, canais sutis. O kapalabhati é geralmente utilizado para aumentar a capacidade respiratória, preparando para diversos pranayamas e para as práticas de ásanas e meditação.

Técnica para o Kapalabhati

-Inspire pelas duas narinas preenchendo o peito. Expire conduzindo o diafragma para trás em direção à coluna. A expiração é vigorosa.

-Deixe a inspiração acontecer naturalmente, sem esforço. Ela dura em média de dois a três tempos da expiração que é mais rápida e mais forte. Continue praticando essas respirações por no máximo 30 repetições para cada ciclo, comece com 10 e vai aumentando gradativamente. Faça cerca de três ciclos. Após cada ciclo de até 30 repetições, faça umas respirações suaves e depois preencha os pulmões com a metade da capacidade e retenha de maneira confortável sem que altere o seu ritmo. Faça sempre ao final de cada ciclo.

-No início esse é o limite, cerca de 30 respirações, mas com o tempo é possível prolongar chegando a 108 vezes.

A velocidade da respiração em kapalabhati é variável. Pode começar lentamente e acelerar à medida que for ficando mais confortável. Só não pode aumentar demais o ritmo, para não perder o fôlego.

Em todas as práticas de pranayama é importante manter a coluna ereta. No kapalabhati, é especialmente importante proteger a coluna durante a expiração forçada. A posição é sentada sobre os calcanhares, apoiando as mãos nas coxas em virásana, o herói sentado, ou vajrásana, mesma posição que significa diamante. Mas quem não puder se sentar assim, faça com as pernas cruzadas na postura fácil, sukhásana.

É importante reparar que porque o enfoque central do kapalabhati é a expiração, ele não é apenas estimulante, mas tem também elementos relaxantes. Isto o torna ideal para a energização, assim como para o equilíbrio, preparando para a meditação.

Prefira praticar esse pranayama sempre com o estômago vazio, em jejum, quando acordar ainda pela manhã ou durante o dia, antes das refeições, ou no mínimo duas horas após. Evite praticá-lo à noite, antes de dormir.

 

Os benefícios do Kapalabhati

 

Annamayakosha – O Corpo Físico.

Os músculos abdominais e o diafragma são particularmente exercitados.

As passagens de ar dentro do sistema respiratório são desobstruídas.

Há uma concentração maior de oxigênio, junto com a remoção de dióxido de carbono.

O volume de ar residual, que é normalmente de 10%, é reciclado mais rapidamente, o que ajuda na limpeza total dos pulmões.

Na respiração normal, a inspiração é ativa e a expiração passiva. No kapalabhati este processo é revertido, o que fortalece nossa capacidade de controlar conscientemente o processo respiratório.

O ritmo dos batimentos cardíacos é aumentado, fazendo com que o metabolismo e a circulação sanguínea também aumentem.

Os órgãos internos são massageados e estimulados, o que melhora as suas funções.

O sistema nervoso simpático é ativado. Isto é um tipo de treinamento que mantém o corpo num estado saudável de alerta.

O fluxo de sangue até o cérebro aumenta. O cérebro trabalha como uma bomba de ar em miniatura. Ele se expande com o fluido espino-cerebral na inspiração, enquanto o volume diminui na expiração. Durante o kapalabhati, este processo é ampliado, de maneira que cada célula do cérebro receba uma limpeza completa.

 

Pranamayakosha – O Corpo Energético.

Cada parte do corpo humano consta com canais de energia chamados nadis. Assim como os condutos físicos, tais como as artérias, podem ficar bloqueados, estes condutos de energia também precisam ser desobstruídos. O kapalabhati desempenha esta função.

Samana vayu é a faceta do prána responsável pela digestão e pela assimilação. O kapalabhati intensifica esta atividade.

Na respiração normal, a inspiração nutre o pranavayu, energia ascendente, e a expiração nutre o apana, energia descendente. A expiração forçada no kapalabhati amplia o prana e leva energia até a coroa da cabeça, o que auxilia na abertura dos chakras superiores, de nível mais sutil.

 

Manomayakosha – O Corpo Psicoemocional.

Emoções contidas por muito tempo formam uma crosta, ou uma armadura dentro e ao redor do peito e da região do diafragma. O kapalabhati trabalha dissolvendo progressivamente esta crosta.

O kapalabhati é útil para mentes muito ativas, pois fornece um foco poderoso que anula padrões de pensamento persistentes.

O Kapalabhati deixa o crânio brilhante, no sentido de ventilar o cérebro com sangue novo e de criar espaço dentro da mente. A prática de kapalabhati pode deixar a mente completamente tranqüila, e é freqüentemente seguida por um período de kevala kumbhaka, a suspensão espontânea e natural da respiração e do pensamento.

 

Vijnanamayakosha – O Corpo de Sabedoria e Anandamayakosha – O Corpo de Bem-aventurança.

O Espaço criado durante a prática nos oferece uma oportunidade para enxergarmos nossa verdadeira natureza, idêntica a este espaço; e de nos encaminharmos para a união com a fonte da imensidão, como nossa própria natureza Divina.

Indicações:

O kapalabhati suave é bom para casos de obesidade, de problemas digestivos e casos de diabetes em adultos. Ele combate a letargia e a melancolia. É útil como um aquecimento para a prática de posturas e é normalmente usado no início de uma prática de pranayama, porque expande a caixa torácica.

Contra indicações:

O kapalabhati acelerado é contra indicado no caso de problemas classificados como “quentes”, como cardiopatas, hipertensão não controlada, ou histórico de derrame cerebral. Para quem tem hipertensão e utiliza medicamentos de controle, não há problema, desde que pratique com suavidade e com menos repetições. Sempre é benéfico com moderação.

 

Aviso para as mulheres: O kapalabhati é contra-indicado durante a gravidez e deve ser praticado de maneira suave durante o período menstrual, porém, quem sofre de cólicas fortes e dores lombares, melhor evitar neste período.

Om Shanti Shanti Shantih

Paz Paz Paz

 

Formas de Prana

O prána como energia criadora universal é chamada de Maha Prána ou Grande Prána. Prána também é a energia que circula pelo corpo e regula todas as funções corporais. Dentro do corpo, o prána é percebido de diferentes formas, cada uma com sua própria função e área do corpo. Estas diferentes correntes de energia são chamadas de vayus, ou ventos. Uma vez que cada um dos pránas vayus governa funções vitais no corpo, há uma relação direta entre bloqueios de energia nestes vayus e doenças físicas. O primeiro passo para o desenvolvimento de bem-estar nos prána vayus é a habilidade de senti-los. Normalmente, os prána vayus que estão em equilíbrio são facilmente perceptíveis e têm uma qualidade de energia plena, suave e fluida, como um rio que corre livremente, sem enchente, nem seca.

Sempre estaremos equilibrando os prána vayus enquanto praticamos os ásanas (posturas) do Yoga.

Os cinco pranavayus são:

  • Apana Vayu

Está centralizado na metade inferior do corpo e é associado à exalação e a eliminação, assim como também está relacionado com o sistema reprodutor. Sua cor é de poeira ou fumaça amarelada e seus elementos são a terra e a água. É responsável por movimentos descendentes, e é pesado por natureza. Seu desequilíbrio pode ocasionar problemas intestinais e sexuais. O equilíbrio, circulação, eliminação, menstruação, reprodução e parto saudáveis. É vivenciado como um movimento fluido bem profundo na exalação centrada nos intestinos.

  • Prana Vayu:

É a força vital centralizada no coração, peito e pulmões, e, por extensão, no nariz e boca em sua função respiratória. É responsável por trazer a força da vida até o corpo, através da inalação, e também pelo funcionamento do coração e dos pulmões. Está associado, ainda, ao movimento ascendente de energia, com a inalação, e com o nível de energia total no corpo. Sua cor é o dourado, e os elementos são o fogo e o ar. Um desequilíbrio em prana vayu está relacionado com problemas que afetam a nossa sobrevivência, aqueles associados com o coração e os pulmões.

A constrição de prana vayu é evidente em doenças como a artéria coronária. Uma quantidade reduzida de prana também é um fator determinante quando há letargia, pouca energia ou problemas como a síndrome da fadiga crônica.

  • Samana Vayu

Está centralizado na área abdominal e é associado com a digestão e com a manutenção do funcionamento equilibrado dos órgãos abdominais. Os elementos predominantes são o fogo e a água, e sua cor é o branco. Samana vayu está relacionado com a palavra sama, que significa mesmo ou, neste contexto, equilíbrio. Samana é o ponto de equilíbrio entre prana e apana. Também mantém o equilíbrio da digestão e da assimilação de nutrientes. Samana é o local sede de Agni, o fogo digestivo. Seu elemento é o fogo. Samana também possui um aspecto leve e refrescante, referente ao elemento água. O elemento água mantém o fogo em equilíbrio e propicia um meio para a assimilação de nutrientes. Um bloqueio nesta área resulta em fornecimento reduzido de nutrientes para o corpo e desequilíbrio nos órgãos digestivos, como o fígado, o estômago, o baço e o pâncreas. O movimento é para dentro, em direção ao centro do abdômen, na exalação, e para fora, em todas as direções, horizontalmente, na inalação.

  • Udana Vayu

É a força vital centralizada na garganta e cabeça. É descrita como uma energia circular que se move em sentido horário. Ela permite o pensamento, a comunicação, o canto e a produção de sons. Udana está relacionado ao funcionamento dos sentidos, incluindo a audição, a visão e o olfato. Também é responsável pela deglutição dos alimentos. O Udana vayu leva a energia da base da espinha dorsal até o cérebro. É visto como a porta de entrada dos estados mais elevados de consciência. Sua cor é o verde-azulado e o seu elemento principal é o ar. Um bloqueio nesta área está relacionado à inabilidade de comunicação, dificuldades de atingir os estados mais elevados de consciência durante a meditação e problemas na área da garganta, como disfunções da glândula tireóide. Um desequilíbrio de Udana estaria relacionado a problemas de visão e audição, paladar ou olfato.

  • Vyana Vayu

Permeia todo o corpo e é especialmente ativo nos membros. Está associado ao sistema nervoso e principalmente a estados de atividade/inatividade mediados pelo sistema nervoso autônomo. Vyana distribui a energia da alimentação e da respiração pela as artérias, veias e nervos e regula o equilíbrio entre prana e apana. Vyana Vayu também é responsável pela ação muscular das extremidades.

Sua cor é o azul celeste e seu elemento é o éter. O movimento é para dentro, em direção ao centro do corpo, na inalação, e para fora, em direção às extremidades, na exalação.

Namastê!

Kátia Erbiste

 

 

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O Timo é o ponto onde batemos para fechar conexão com a coragem, que significa coração que age ou ação no coração. Por que? No tocar o timo, buscamos uma força, uma confiança para agir e conquistar o que escolhemos alcançar.

No meio do peito, bem atrás do osso esterno onde a gente toca quando  diz “eu”, fica uma pequena glândula chamada timo. Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. Precisa dizer mais?

Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos.

Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só o conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu “tamanho anormal” poderia causar problemas.

Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro.

Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.

Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.

Amor e ódio o afetam profundamente.

Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias. Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes.

Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.  
 

O teste mental

Um teste simples pode demonstrar essa conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição de ok, aperte com força e peça para alguém tentar abrí-los enquanto você pensa ” estou feliz”. Depois repita pensando ” estou infeliz”.

A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz. Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece…

Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas. Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado.

As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.

O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito…” Fiquei de coração apertadinho”, por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.

O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração – e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.

“Lindo!”, você pode estar pensando, “mas e daí?”.

Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem estar e felicidade. Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir. Também você pode escolher fazer 3x por semana, ao ar livre ou em casa. 

  1. [Exercício do tambor]
    Fique de pé com os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos espalhados e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
     Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo: uma pancadinha forte e duas fracas.
  2. [Abraço]
    Em pé, tronco ereto, com o braço direito “abrace” o ombro esquerdo. * você também poderá fazer sentado.

    Coloque a mão um pouco abaixo do ombro esquerdo e vá “caminhando” com os dedos em direção à escápula esquerda o máximo que puder. Faça o mesmo com o braço esquerdo.
    Sinta a presença do Timo. Depois você pode se abraçar e abaixar a cabeça, respirar e se conectar com o timo , peça que ele se ative.
  3.  [Contraindo e expandindo o Timo] De pé com os braços ao lado do corpo, volte as palmas das mãos para fora e girando os braços, una o dorso das mãos em frente ao abdômen e expire todo o ar dos pulmões.
     A seguir, inspire profundamente e segure durante o movimento para trás,  vá abrindo os braços leve-os para trás, abrindo o peito. Abra os braços até que as palmas das mãos se encontrem atrás [no dorso], e se unam na altura do osso sacro. Depois inspitre profundamente e ao soltar o ar retorne para frente até que volte a unir o dorso das mãos.
    Faça algumas vezes este movimento.
  4. [Mãos na nuca. O bater das asas] Erga os braços e coloque as mãos entrelaçadas sobre a nuca, os cotovelos abertos. Abra o peito inspirando e levando os cotovelos para trás, sem tirar as mãos da nuca.  Sinta a expansão produzida por este movimento simples, permita-se saborear a sensação de espaço, liberdade, desobstrução.
     Ao expirar, junte os cotovelos à frente suavemente. Coloque sua atenção no timo. Faça algumas vezes.
    Quando perceber que alguém próximo a você se encontra acabrunhado, comprimido por problemas, aconselhe este movimento.
  5.  [Garras de urso e movimento da gangorra] Enganche suas mãos [como garras de urso] em frente ao peito. Abra bem os braços deixando-os paralelos ao peito. Inicie um movimento com os cotovelos, levando um em direção ao “Céu” (pra cima) e outro em direção à “Terra” (pra baixo). Eleve primeiro o cotovelo direito (o esquerdo desce em direção à Terra), depois suba o esquerdo (lembra uma gangorra) e o direito desce em direção à Terra.
    Faça com os músculos das costas relaxados, não aplique força. Não permita nenhuma tensão muscular.
    Estimule o timo o máximo que puder, faça amizade com esta glândula. Ela produz alegria e dependemos dela para equilibrar o sistema imunológico.
  6. [Yoga Mudrá]  Finalização com  o gesto Kapota mudrá – O gesto do pombo.  Esse gesto amplia a respiração nos níveis médio e alto, proporcionando ao peito maior aberturaGera bem-estar e abre o coração. Auxilia na circulação do centro do corpo para as extremidades dele. Beneficia a glândula timo. Respire profundamente por pelo menos 10 x , contando 1 vez a cada inspiração.

     

 

 

 

 

 


Afirmação: “Eu sou vulnerável e me abro para o universo. Esta abertura é minha grande proteção. O que quer que eu dê aos outros dou a mim mesmo.”

Respire calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica. A Afirmação pode ser feita em voz alta, depois mais baixa, depois sussurrando e por fim mentalmente.

O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, brônquios, coração, rins, baço e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.

Ótimo, ìntimo, cheio de estímulo. Bendito Timo!

Depois eu quero que você me conte como você ficou, combinado?

Gratidão por escolher esse encontro com você!
Namastê!
Kátia Erbiste

 

Fonte de pesquisa para esse texto
Sonia Hish
Yoga integrativa

Por Kátia Erbiste

Setembro se inicia e hoje me veio essa contribuição que compartilho com vocês. Inicialmente, um feliz setembro e um desabrochar majestoso à todos! Muita paz!

Uma iniciação junto aos guardiões da Terra começou , já iniciamos a transformação há mais de 12 anos e agora percebemos o ritmo mais acelerado e hoje inicia um mês onde celebramos o florescimento não só na natureza, mas em nós. Somos impulsionados a reverberar essa vibração que exerce um movimento de dentro para fora, numa qualidade extrovertida e que nos ativa algumas substâncias relacionadas à alegria de viver, ao bem estar, ao cuidado íntimo com o corpo bem como uma mais clareza e conscientização. Estamos engajados a expandir a consciência a passos largos e apesar de ainda muitos focarem na destruição, aqueles que percebem o chamado para esse florescimento escolhem focar na transformação, na metamorfose, na renovação da vida!

A vida se renova a todo o instante, o corpo é exemplo disso também. Essa semana meu corpo me presenteou com o desejo de realizar detox com jejum matinal e demais kriyas (purificações do corpo)

1) Neti: a limpeza nasal, feita com um pano ou com água salgada;

2) Nauli: a auto-massagem e tonificação abdominal; (utilizamos com a prática de Yogásana)

3) Trātaka: a purificação do olhar através de exercícios que são verdadeiros āsanas para os olhos;

4) Kapālabhāti: a limpeza das vias respiratórias. (um pranayama maravilhoso que apresentarei à vocês no grupo)

Existe mais um que considero vital que é o enema (limpeza do intestino e fígado), além de uma mudança na rotina diária com exercícios mais leves e alimentação mais natural possível.

Peça ao seu corpo e ele te dará esse bálsamo. Lembre-se que ele pode ser o seu melhor aliado no caminho vertical ao liberar as diversas toxinas que foram armazenadas em níveis mais densos ou mais sutis em seu campo.

Aconselho a quem se dispuser a fazer essa renovação procurar escutar o seu corpo e vir para à nossa Jornada do Yoga, da expansão. Posso garantir que funciona essa comunicação com o corpo. Quanto mais perguntas, maior é a vossa reconexão. No Yoga falamos muito sobre a dissociação da identidade corpo/ Ser , pois o corpo é uma entidade escolhida por você para atuar nesse orbe, só que não deve ficar de fora do processo evolutivo na linha vertical ou horizontal da existência.

As práticas integrativas do Yoga estimulam um viver integral, aliado à uma escuta atenta com o seu instrumento corpóreo para dar à ele o que proporcionará um orgasmo diariamente em cada ação, onde a harmonia voltará a reinar em todos os níveis.

Existe a prática diária que chamamos de Yogásana, uma série harmoniosa com os ásanas, as posturas do Yoga,  foram desenvolvidas pelos Ríshis, ou sábios para desintoxicar o corpo e mente garantindo assim uma saúde inabalável. O Yoga Sutra de Patañjali expressa 8 passos primordiais e que representa uma Jornada de vida, (em breve falarei de cada um para vocês em textos separados para facilitar o seu estudo).
São eles;

  1. Yama: prescrições de conduta,
  2. Niyama: proscrições de conduta,
  3. Āsana: posturas físicas,
  4. Prāṇāyāma: respiratórios,
  5. Pratyāhāra: abstração sensorial,
  6. Dhāraṇā: concentração,
  7. Dhyāna: meditação e
  8. Samādhi: iluminação.Para esse mês escolhi continuarmos juntos nessa jornada tão linda de autocuidado e autoconsciência  para consigo e para com todos os seres. Viva esse desabrochar a cada dia, a cada respiração. Estaremos juntos nesse caminhar cheio de gloriosas aventuras e descobertas.
    Produza um compromisso diário com você , com a sua verticalização. Floresça, cuide do seu jardim, do seu santuário e exale a sua fragrância de alegria sempre renovada, a fonte de todos os milagres!

    A mente é comparável a um jardim.

    Assim como você pode cultivar boas flores e frutos num jardim,

    arando e adubando a terra, removendo as ervas daninhas e

    espinheiros e regando as árvores e as plantas,

    da mesma forma você pode cultivar

    a flor da devoção no jardim da sua mente

    retirando as impurezas dela,

    assim como a luxúria, o rancor,

    a cobiça, a ilusão, o orgulho etc.,

    regando-as com pensamentos divinos.

    Swāmi Sivananda.

Observações finais.
Existem várias fontes para pesquisar sobre o enema e uma alimentação coerente com o detox.
Indico Dr Lair Ribeiro
Dr Gabriel Azzini
Flávio Passos
Existem muitos outros também muito sérios, pergunte ao seu corpo que opção será mais divertido para vocês!

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