Não exclusão.
Como seria refletirmos sobre essa tendência nascida do auto interesse que exclui achando que algo está resolvido?
A exclusão se tornou algo fácil, um estímulo sentimental de alívio, vitória, de mais espaço entre as pessoas. Uma distância confortável que merece ser estudado por uma ótica mais ampla. Vamos olhar a exclusão e o distanciamento que são as atitudes mais comuns no dia a dia em vários seguimentos.
Somos presas fáceis quando acessamos por mais de 5 minutos o feed de noticias da rede, onde “causos” em diversas áreas e blá, blá, blá, criam um envolvimento e não percebemos que o tempo passou, e nos distanciamos de nós, da consciência.
Quando entramos nessa linha de visão incoerente com a consciência que inclui, caímos no abismo do vazio e buscamos preencher de coisas que só enchem o espaço reservado para mais separação, auto interesse, exclusão, por incluir o que depois teremos que rejeitar. É um vício comportamental e aumentou com a IA inteligência artificial.
E se você não precisasse mais ter que pedir um tempo para se interiorizar? E se o seu saber a todo instante lhe colocasse a ver tudo sem ter que excluir para ser? Quanto auto interesse estaria lhe afastando de você?
Se ao recebermos uma informação de fora, não nos alinharmos e nem reagirmos, não ressoaríamos, não nos prenderíamos à sentimentos, que inibe o saber. Os sentimentos são utilizados por você para sair da consciência, da plenitude, da graça!
Validar tudo pelo sentimento é se emaranhar ao já existente no campo emocional e isso mantém o vício comportamental. Não criamos espaço para ver o que está acontecendo sistemicamente. Ver tudo como é, sem meu ponto de vista condicionado.
Todo esse sistema onde você está na situação requer um olhar amplificado. O auto interesse te coloca no centro do sistema e não abre espaço para que todos interajam com você ,abrindo a visão dos fenômenos que estão além das causalidades. Por isso , muitos só conseguem resolver uma questão depois de um tempo, quando enxergam todo esse sistema criado, enxergando pela consciência, sem julgamento, sem exclusão, incluindo cada possibilidade que existe e permitindo que o movimento aconteça sem o seu controle.
Observar sem reagir é uma chave, um treino intensivo e diário.
Um exercício é caminhar e observar tudo sem nomear, julgar, comparar, rejeitar, sem tempo, idade, rótulos. (É o amor que observa)
É o exercício da apreciação desinteressada.
Só observando e participando passo a passo no momento presente.
Não nos excluímos, não nos distanciamos mais do agora.
Esclarecendo a não exclusão:
A consciência não exclui, sabe como age diante dos fatos. Se você exclui alguém estará se excluindo também! Estamos conectados.
Bloquear, cortar, limar, vazar, esses termos do eu autocentrado só fazem o distanciamento aumentar. Se algo ruim aconteceu e você não consegue lidar, arrume um lugar no seu coração e inclua essa pessoa ou situação aí. Deixe que o amor crie movimento, dê espaço para isso.
A habilidade de acomodar as pessoas e situações no seu coração enquanto o caos estiver presente é um valor chamado kshanti.
Eu aprecio esse ensinamento que recebo com esse caos e solto a necessidade de ter que ser o centro disso. Eu confio no saber que há em cada um de nós em alinhamento com o saber Universal. Não há nenhuma necessidade de provar nada e nem rejeitar nada, o que fica é a pergunta que me traz maior consciência. Que lição está disponível? Que consciência está disponível?
Nos permitimos ir além do sentimento para ver um horizonte.
Percebe a energia disso? Se expande ou contrai?
Consciência expande, verdade expande.
Inclua e edifique.
Um dia com kshanti! 💖
Kátia Erbiste