Você tem percebido no dia a dia se está vivendo um jogo relacional?
O que seria isso?
Quando nos relacionamos, seja em qualquer ambiente, familiar, profissional, individualmente, o importante é perceber se estamos no jogo relacional como as peças ou observando todo o jogo de luzes e sombras que surgem.
Observando à identificação que você tem e que ressoa com a pessoa.
Numa situação a pessoa que estiver jogando com você reagirá
à um desses dois viés. Se você escolher se relacionar com a sombra e viver resistindo, o ego prevalecerá, e você terá que justificar isso com ações relativas. O ciclo então se repetirá. E para o outro aspecto também.
Utilizando tanto uma tônica luminosa ou sombria, ainda estariamos jogando.
E o que alimenta isso?
Algum nível de interesse.
Isso é um processo da mente.
A mente age por interesse.
Nesse ambiente ela pergunta: bem o que eu posso ganhar aqui?
O que pode funcionar se eu usar isso? Dois ou mais interesses estão jogando.
Há uma outra visão fora do jogo e requer um auto cuidado,(svadhyaya) auto estudo diário, que é olhar esse jogo interno e ir reconhecendo a dinâmica funcional da compensação.
Bate e rebate.
Bom e ruim.
Luz e sombra.
Dar e receber.
Porém tudo está na esfera dual, foram fundações, as identidades que são geradas pela mente para a sobrevivência junto ao medo da cercania. Um medo implantado, assim como o medo do abandono, rejeição, culpa, de parar, vergonha etc.
Essa visão vem desse reconhecimento de acolher a atual realidade e verificar o nivel de autocentramento que desencadearam as imagens distorcidas que sustentam esse centramento.
Buddha dizia que a cobiça e a aversão são as bases para viver em sofrimento.
Pare um instante e observe onde tem estado em cada ambiente.
Como tem sido para você com alguém específico onde ultimamente as sombras sobrepõem os aspectos luminosos e curativos do ser que pode ver além das camadas.
A meditação nos auxilia nessa prática de svadhyaya, nessa cura íntima afim de revelarmos cada vez mais o Ser Real livre de sofrimento, ao se desidentificar da mente.
Observar a tela mental sem reagir a nenhuma invenção mental dá ao meditador mais espaço para viver livre todas as relações, a começar pela interior. O reflexo será notado, pois quem estiver ressoando perceberá.
Você atrai o que alimenta.
Quem espera recompensa, reconhecimento, ainda não reconheceu em si, os seus reais valores.
Pergunte sempre para você, eu vivo reconhecendo ou julgando?
Eu vivo me inspirando ou me ofendendo?
É gratificante se conhecer e deixar o amor tomar conta de tudo. Os jogos são liberados , interesses de retorno também, e seguimos a vontade de alma leve e despretensiosamente.
Daí se pergunta o seguinte: Ao invés de : o que ganho com isso?
Dizemos: que presente estou sendo nessa relação em verdade comigo?
Amor e leveza! ❤
Katia Erbiste